Difícil Fazer Previsões
By Roberto Teixeira da Costa
February 8, 2008
Tenho o hábito de guardar artigos, charges, comunicados, palestras,
notícias importantes e por aí afora.
Remexendo antigos papéis encontrei três cartoons, que com mais de 25 anos
não perderam sua atualidade.
No primeiro, um telespectador, olhando atentamente um locutor falando sobre
o comportamento do mercado diz o seguinte: “ Hoje em Wall Street notícias
de uma queda na taxa de juros fizeram a Bolsa subir, mas aí a expectativa
de que estas taxas pudessem ser inflacionárias provocou uma queda, até que
a compreensão que taxas de juros mais baixas talvez viessem a estimular a
economia, fizeram a Bolsa subir de novo, antes de cair finalmente em função
do receio de que uma economia aquecida teria como conseqüência a volta de
taxas de juros mais elevadas.”

No segundo, uma vidente, com uma bola de cristal em sua mesa, olhando seu
cliente sentado à sua frente, com ar de espanto afirma o seguinte: “Às
vezes o futuro é brilhante, às vezes é negro – é tudo uma questão cíclica.”

No terceiro, numa mesa de reunião de Conselho, com circunspetos
participantes, todos com uma fisionomia muito séria, ouvem o Presidente
dizer: “ Ninguém sabe dizer exatamente o que vai acontecer.”

Vale também lembrar-nos do que dizia J. Kenneth Galbraith: “ Economists
make predictions not because they know, but because they are asked.” Ou no
nosso português: “Economistas fazem previsões não pelo fato que saibam, mas
sim por que são perguntados”
Do The Economist de Dezembro de 1973, registrei o seguinte: “ A psicologia
normal do mercado de ações é perversa: desconsiderar boas noticias e
antecipar o pior, ou euforicamente desconsiderar notícias ruins e
concentrar-se no futuro. Habitualmente movimenta-se contra os ciclos
econômicos.”
E porque não citar o provérbio francês de Marc Maisonniaux citado em uma
entrevista ao Jornal do Brasil em Dezembro de 1987: “É preciso comprar ao
som dos canhões e vender ao som dos violinos.”
Para quem não se assunta com o barulho dos canhões, eis uma reflexão
interessante!